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March 24, 2020

Soraya Fleischer
Antropóloga, professora da Universidade de Brasília
fleischer.soraya@gmail.com

Mãe de micro é a forma como decidiram se chamar as mulheres que tiveram crianças com a microcefalia, o principal sintoma da Síndrome Congênita do Vírus Zika. No Recife, uma d...

March 24, 2020

Raquel Lustosa C. Alves
Antropóloga, mestranda da Universidade Federal de Pernambuco
lusraquel@gmail.com

Era uma quarta feira do dia 2 de outubro de 2019 e o sol cobria os prédios da Cidade Universitária de Recife, na UFPE, aonde preparávamos o evento “Mães contam suas...

March 24, 2020

Barbara Marques
antropóloga e mestranda em Antropologia Social na Universidade de Brasília
barbaraa.marciano@gmail.com
 


O sol ainda não havia saído completamente, uma brisa fresca aliviava o calor que já vinha surgindo àquela hora da manhã. Jade empurrava o carrinho d...

March 24, 2020

Soraya Fleischer

antropóloga e professora da Universidade de Brasília

soraya@unb.br

 Crédito da foto: Amanda Antunes

O que é uma textura? O que uma textura pode nos contar? Há diferentes texturas que encontramos no cotidiano. Textura da tinta na parede, formando riscos, fr...

February 27, 2020

Ana Claudia Knihs de Camargo

Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília

anaclaudiadecamargo@hotmail.com

Quando estava próximo de completar seus quatro anos, Julinho começou a frequentar uma creche perto de sua casa. O começo foi de difícil adaptação para os adult...

February 26, 2020

Ana Claudia Knihs de Camargo
Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília

anaclaudiadecamargo@hotmail.com

Em cima do rack da sala de estar, à direita da TV e ao lado da santinha que protegia a casa, estava a tupperware transparente, tão importante quanto à imagem...

February 25, 2020

Flávia Lima

jornalista e especialista em Saúde Coletiva

flaviadelima@gmail.com

Soraya Fleischer

antropóloga e professora da Universidade de Brasília

soraya@unb.br

Lila tem pouco mais de 20 anos, é negra, tem três filhas e mora em Pernambuco. Nós a conhecemos em 2017, quando...

February 7, 2020

Júlia Vilela Garcia
Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília
juliagarcia.unb@gmail.com
 

Apesar da alta estatura, era difícil enxergar Maria Fernanda. Como uma criança de castigo num canto da sala esperando a autorização da mãe para brincar e conhecer o mundo...

January 17, 2020

Ana Claudia Knihs de Camargo

Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília
anaclaudiadecamargo@hotmail.com
 

Caetano tem quatro anos, e todos que o conhecem descrevem-no como uma criança querida e amorosa. Por ter nascido com a Síndrome Congênita do Zika vírus, ain...

December 10, 2019

Raquel Lustosa
Mestranda em Antropologia, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Com pouco mais de três anos, chegou a hora de Nancy – a filha mais nova de Monica – se matricular em um berçário, conhecer o ambiente escolar e fazer novos amigos. Monica estava ansiosa...

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Apresentação

Esse blog tem vários objetivos.

Para começar, ele pretende manter viva a discussão sobre a epidemia do vírus Zika e sobre suas consequências imediatas para crianças, mulheres, famílias e comunidades diretamente atingidas. Manter viva a discussão é uma escolha política importante nesse momento, sobretudo quando tantos outros atores, como a mídia, os governos, os serviços de saúde por exemplo, têm progressivamente se retirado de cena.

O blog também tem intuitos pedagógicos, já que envolve estudantes e antropólogas em (constante) formação. Escrever textos mais curtos é um jeito de provocar a formação acadêmica mais convencional, que geralmente preza por formatos mais longos, verborrágicos, sisudos e prolixos. A ideia aqui é exercitar outras formas de contar histórias, com diálogos, memórias, etnoficção etc. Contudo, embora os textos sejam concisos, não desejamos perder a densidade e emoção. Escrever, escrever de muitas formas, escrever para descobrir outros estilos textuais. Tudo isso atiça a reflexão e a criatividade, contribuindo para termos antropólogas mais versáteis e comunicativas na praça.

As histórias se baseiam em dados empíricos e etnográficos, produzidos durante incursões de campo realizadas na grande região metropolitana do Recife, onde a epidemia foi tão implacável. Nossa equipe de professoras e estudantes tem ido ao Recife todo semestre, conhecido, visitado, encontrado, dialogado e convivido com mulheres cujos filhos nasceram com a Síndrome Congênita do Vírus Zika. São elas a nos contar, em primeira mão, em primeira pessoa, como é estar no epicentro de todo esse intenso fenômeno. É a partir de suas histórias, sempre veladas para evitar exposição e constrangimento, que surgem esses textos. São dados etnográficos que inspiram nossos escritos aqui. O blog, portanto, já apresenta resultados da pesquisa em curso. 

Assim, o blog é uma forma de produzir conhecimento, de construir a universidade. Mas em contato direto com uma epidemia, tanto a partir de quem a vive no cotidiano, quanto para quem dela quer saber mais. Um blog popularizando e fazendo chegar mais longe o que uma antropóloga, um departamento de Antropologia, uma universidade pública estão produzindo hoje em dia no Brasil.

Bem-vindas. Se acheguem. Vamos contar histórias e conversar.

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