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January 17, 2020

Ana Claudia Camargo
Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília
anaclaudiadecamargo@hotmail.com
 

Caetano tem quatro anos, e todos que o conhecem descrevem-no como uma criança querida e amorosa. Por ter nascido com a Síndrome Congênita do Zika vírus, ainda em 20...

December 10, 2019

Raquel Lustosa

Mestranda em Antropologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Com pouco mais de três anos, chegou a hora de Nancy – a filha mais nova de Monica – se matricular em um berçário, conhecer o ambiente escolar e fazer novos amigos. Monica estava ansiosa...

July 31, 2019

Julia Lauriola
Graduanda em Antropologia da Universidade de Brasília
juluhelau@gmail.com

Hoje chegou um menino novo na nossa escola. As professoras disseram que ele é diferente. Ele tem micro... hm... “micro falia”? É algo assim que as professoras explicaram mais cedo....

July 14, 2019

Ana Claudia Knihs de Camargo

Graduanda em Ciências Sociais da Universidade de Brasília
anaclaudiadecamargo@hotmail.com

Dizem que Jade é uma mulher nervosa. Ela nem sempre foi vista assim, na verdade. Com as durezas da vida, aprendeu a engrossar sua voz: percebeu que se...

May 27, 2019

Cara Uber,

Usualmente, utilizo os serviços da Uber em momentos específicos de meu deslocamento: quando estou em outra cidade ou com o horário apertado para chegar em determinado local. No geral, tive boas experiências com a empresa: motoristas solícitos, pontuais, bons...

May 12, 2019

Thais Valim

antropóloga e mestranda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte

thaismvalim@gmail.com

Os primeiros dias de maio sempre introduzem o assunto da maternidade: como o dia das mães é comemorado no segundo domingo do mês, a partir do final de abril e início d...

April 24, 2019

Soraya Fleischer
antropóloga e professora da Universidade de Brasília

Thais Valim
antropóloga e mestranda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Adriana é uma das mães que conhecemos em nossa pesquisa atual no Recife/PE. Ela nos contou que a chegada de seu filh...

April 23, 2019

Thais Valim
Antropóloga, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

thaismvalim@gmail.com

Conforme os primeiros bebês diagnosticados com microcefalia  foram crescendo, outros sinais clínicos passaram a ser observados: dificuldades motoras, algumas alterações oftalmológ...

February 28, 2019

Soraya Fleischer 

Departamento de Antropologia

Universidade de Brasília

fleischer.soraya@gmail.com

It’s Saturday morning. In a private university in the Brazilian metropolis of Recife, there is an open patio where students and staff scurry around quickly. There are plastic...

February 15, 2019

Thais Valim

Programa de Pós-Graduação em Antropologia

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

thaismvalim@gmail.com

As the first babies diagnosed with microcephaly developed, other clinical signs began to be observed — such as motor difficulties, some alterations in ey...

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Apresentação

Esse blog tem vários objetivos.

Para começar, ele pretende manter viva a discussão sobre a epidemia do vírus Zika e sobre suas consequências imediatas para crianças, mulheres, famílias e comunidades diretamente atingidas. Manter viva a discussão é uma escolha política importante nesse momento, sobretudo quando tantos outros atores, como a mídia, os governos, os serviços de saúde por exemplo, têm progressivamente se retirado de cena.

O blog também tem intuitos pedagógicos, já que envolve estudantes e antropólogas em (constante) formação. Escrever textos mais curtos é um jeito de provocar a formação acadêmica mais convencional, que geralmente preza por formatos mais longos, verborrágicos, sisudos e prolixos. A ideia aqui é exercitar outras formas de contar histórias, com diálogos, memórias, etnoficção etc. Contudo, embora os textos sejam concisos, não desejamos perder a densidade e emoção. Escrever, escrever de muitas formas, escrever para descobrir outros estilos textuais. Tudo isso atiça a reflexão e a criatividade, contribuindo para termos antropólogas mais versáteis e comunicativas na praça.

As histórias se baseiam em dados empíricos e etnográficos, produzidos durante incursões de campo realizadas na grande região metropolitana do Recife, onde a epidemia foi tão implacável. Nossa equipe de professoras e estudantes tem ido ao Recife todo semestre, conhecido, visitado, encontrado, dialogado e convivido com mulheres cujos filhos nasceram com a Síndrome Congênita do Vírus Zika. São elas a nos contar, em primeira mão, em primeira pessoa, como é estar no epicentro de todo esse intenso fenômeno. É a partir de suas histórias, sempre veladas para evitar exposição e constrangimento, que surgem esses textos. São dados etnográficos que inspiram nossos escritos aqui. O blog, portanto, já apresenta resultados da pesquisa em curso. 

Assim, o blog é uma forma de produzir conhecimento, de construir a universidade. Mas em contato direto com uma epidemia, tanto a partir de quem a vive no cotidiano, quanto para quem dela quer saber mais. Um blog popularizando e fazendo chegar mais longe o que uma antropóloga, um departamento de Antropologia, uma universidade pública estão produzindo hoje em dia no Brasil.

Bem-vindas. Se acheguem. Vamos contar histórias e conversar.

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