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October 2, 2018

Lucivânia Gosaves

Graduanda em Antropologia, Universidade de Brasília

Em novembro de 2015 a ciência nacional e internacional se encontrou diante de uma epidemia desconhecida, que logo depois teria sua principal consequência conhecida como a Síndrome Congênita do Vírus Zi...

August 14, 2018

Lucivânia Gosaves

Graduanda em Ciências Sociais

Universidade de Brasília

A síndrome congênita Do Vírus zika acionou atenção constante. As mães dos bebês com microcefalia são as principais protagonistas nos cuidados diários que demandam tempo, esforço, recursos e uma mudan...

February 9, 2018

Lucivânia Gosaves

Graduanda em Ciências Sociais

Universidade de Brasília

“Eu passo dia e noite fazendo conta. Eu faço conta na minha cabeça o tempo todo”. Desde que Mariana recebeu a notícia de que sua filha, Ester, havia nascido com a síndrome congênita do vírus Zika, su...

January 11, 2018

Lucivânia Gosaves

Graduanda em Ciências Sociais, Universidade de Brasília

Gisele chega pontualmente às 11 horas da manhã para se encontrar com o grupo de apoio, horário que fica entre uma terapia e outra. Cris, coordenadora do grupo, e outras três mães participantes já h...

October 24, 2017

Lucivânia Gosaves

Graduanda em Ciências Sociais, Universidade de Brasília

Em novembro de 2015, foi confirmada pelo Ministério da Saúde a associação entre o Zika vírus e os casos de bebês nascidos com microcefalia. Sete meses antes, em abril desse mesmo ano, o vírus havia...

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Apresentação

Esse blog tem vários objetivos.

Para começar, ele pretende manter viva a discussão sobre a epidemia do vírus Zika e sobre suas consequências imediatas para crianças, mulheres, famílias e comunidades diretamente atingidas. Manter viva a discussão é uma escolha política importante nesse momento, sobretudo quando tantos outros atores, como a mídia, os governos, os serviços de saúde por exemplo, têm progressivamente se retirado de cena.

O blog também tem intuitos pedagógicos, já que envolve estudantes e antropólogas em (constante) formação. Escrever textos mais curtos é um jeito de provocar a formação acadêmica mais convencional, que geralmente preza por formatos mais longos, verborrágicos, sisudos e prolixos. A ideia aqui é exercitar outras formas de contar histórias, com diálogos, memórias, etnoficção etc. Contudo, embora os textos sejam concisos, não desejamos perder a densidade e emoção. Escrever, escrever de muitas formas, escrever para descobrir outros estilos textuais. Tudo isso atiça a reflexão e a criatividade, contribuindo para termos antropólogas mais versáteis e comunicativas na praça.

As histórias se baseiam em dados empíricos e etnográficos, produzidos durante incursões de campo realizadas na grande região metropolitana do Recife, onde a epidemia foi tão implacável. Nossa equipe de professoras e estudantes tem ido ao Recife todo semestre, conhecido, visitado, encontrado, dialogado e convivido com mulheres cujos filhos nasceram com a Síndrome Congênita do Vírus Zika. São elas a nos contar, em primeira mão, em primeira pessoa, como é estar no epicentro de todo esse intenso fenômeno. É a partir de suas histórias, sempre veladas para evitar exposição e constrangimento, que surgem esses textos. São dados etnográficos que inspiram nossos escritos aqui. O blog, portanto, já apresenta resultados da pesquisa em curso. 

Assim, o blog é uma forma de produzir conhecimento, de construir a universidade. Mas em contato direto com uma epidemia, tanto a partir de quem a vive no cotidiano, quanto para quem dela quer saber mais. Um blog popularizando e fazendo chegar mais longe o que uma antropóloga, um departamento de Antropologia, uma universidade pública estão produzindo hoje em dia no Brasil.

Bem-vindas. Se acheguem. Vamos contar histórias e conversar.

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